A mulher após os quarenta. [Tony Casanova]


Vivemos no Século XXI a explosão da sexualidade como se a liberdade sexual fosse um grito exclusivo da juventude. Talvez porque muitos associem o sexo á virilidade, algo que supostamente só os mais jovens possuam, o que não condiz com a verdade. O assunto sexo em Séculos passados era considerado algo proibido, escandaloso, apesar de sua prática nunca ter sido refreada, mesmo porque é uma necessidade humana. Pode-se viver sem sexo? Claro que sim, como não, mas eu te pergunto porque viver sem sexo? Porque levar uma vida consumida pelo desejo se podemos saciá-lo? Não estou eu aqui aconselhando você a sair por ai acasalando feito animal, como se o mundo fosse acabar e houvesse a obrigação de aproveitar a última gota de prazer. Nada disso!
O sexo é como peças íntimas; são pessoais e como o nome diz, muito íntimas de cada pessoa. Nos meus devaneios de escritor eu costumo dizer que sexo é o paradoxo do facultativo por ser um opcional obrigatório na vida humana. Ficar sem sexo faz um mal sem noção e não faz mal só a jovens, mas a pessoas de qualquer idade, homens e mulheres. Os homens, sempre ariscos, senhores das conquistas, após a liberdade sexual deste Século, deitam e rolam. Até procurando fazer um pouco de humor em um tema tão sério, eu diria que os homens são lobos em qualquer idade, já nascem assim, predadores. Já as mulheres no entanto, estas estão começando a provar esta tal liberdade, mas deixo aqui um friso; falo das mulheres acima dos quarenta, porque as mais jovens sempre buscaram saciar suas paixões e desejos. Ainda há quem fique horrorizado com o pensamento da vovó fazendo sexo, mas porque não?
A sociedade levou anos construindo padrões de hábitos e costumes que convencionavam o sexo como algo a ser desfrutado pelos mais jovens e que uma mulher ao chegar aos quarenta deveria preparar-se para ser avó, usando suas pantufas macias e sentando na cadeira de balanço á brincar com os netos. Sexo para elas era considerado "pouca vergonha", um acinte aos padrões comportamentais, um desrespeito para a família. Este preconceito sobreviveu durante anos até o nosso Século, quando as mulheres acima dos quarenta começaram a buscar mais liberdade sexual. Não é estranho que todo mundo bebia, todo mundo fumava, mas o sexo fosse privilégio dos mais novos? Uma mulher ao atingir os quarenta anos está no auge dos seus desejos. Nesta fase ela está com o corpo sofrendo as mudanças hormonais e o desejo está muito presente neste período. Se todos possuem direito a saciar suas vontades sexuais porque a mulher após os quarenta não teria o mesmo direito?
Há um engano terrível para quem imagina que a vida para após os quarenta. Pelo contrário, ali a vida inicia uma nova fase. O amadurecimento, a experiência, a habilidade são fatores que fazem a qualidade tornar-se um marco forte destas mulheres. Elas descobrem que não é preciso ter pressa para alcançar os objetivos, aprendem a valorizar a competição e pensam menos no que virá no final e ocupam-se mais no que acontece durante. Elas sabem que sexo é como o alimento, precisa ser consumido devagar, sem pressa para que possa ser apreciado em todas as suas nuances de sabores e aromas, não apenas ser engolidos como necessidade, mas apreciado e prolongado para que dê mais prazer antes de engolir.

Texto do Escritor Brasileiro Tony Casanova. Direitos Reservados ao autor. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação em qualquer meio, do todo ou parte dele sem autorização expressa do autor sob pena de infração ás Leis Brasileiras de Proteção aos Direitos Autorais.
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