Literatura | Meio carne, meio sangue, meio arte. [Tony Casanova]


Já me perguntei diversas vezes onde iniciou-se esta minha paixão pelas Artes, Culturas e Tradições. Acredito que tenha sido ainda durante a minha infância, talvez por influência do meu avô, que era violonista e cantava nas noites e também da minha tia Nair Porto, excelente musicista de Aracaju, cuja predileção entre os instrumentos pendia para os teclados, o que a fizera ganhar notoriedade pela habilidade ao Piano, Órgão e afins. Apesar da família ligada aos instrumentos, foi o canto que me atraiu e me deu alguns momentos bons na vida. Cheguei a cantar em bares, mas foi apenas passageiro, descobri que meu desejo mesmo era Literatura. Não lembro quantos livros degustei na vida, mas sei que trago cada um dentro da memória, nas suas essências. Logo cedo conhecei as poesias e poemas dos grandes Mestres da Literatura. Corria ás bibliotecas e lá passava horas e horas lendo grandes nomes do Brasil e Portugal. Na adolescência vieram os romances e eu assumi na época uma enorme inclinação para o romantismo do escritores ingleses.
A cada livro consumido, findava uma viagem que eu teimava em repetir, mas com outro cenário. Era tão fácil correr o mundo e visitar terras desconhecidas. Era eu um pobre menino sonhador que encontrava nos livros a oportunidade de ir além da minha própria imaginação. Fui à China, Japão, Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra, enfim os livros e suas estórias me levaram ao mundo. Timidamente comecei a escrever algumas coisas, mas logo percebi que eu sentia vergonha daquilo que escrevia. Tentava imitar meus Mestres, mas as tentativas me mostraram que eu tinha que ter meu estilo e que jamais, ainda que tentasse a vida inteira, conseguiria repetir o feito de outro escritor. Na ocasião eu era leitor de mim mesmo, escrevia, não gostava, rasgava e lançava fora. Tornei-me um crítico ferrenho dos meus escritos.
Em uma destas idas à biblioteca encontrei alguém que prontamente se dispôs a ler minhas mal traçadas linhas tão logo soube que eu nunca tinha recebido uma crítica que eu mesmo não tivesse dado. Aquela pessoa leu e concluiu que eu tinha “veia” poética. Palavra que foi tão repetida ao longo da minha vida de escritor que jamais a esquecerei. Aquele foi meu primeiro elogio de incentivo, mas o melhor viria depois. Fui convidado a participar de um Concurso Literário e a princípio relutei. Achei que seria pretensão demais inscrever-me, mas aquela jovem me empurrava a inscrição com seus elogios. Ela me fez acreditar na minha capacidade, decidi então inscrever-me. Quase tive um troço quando soube que haviam 2.500 laudas inscritas. Meu Deus! Que chance teria eu diante de tanta gente que escrevia mais e melhor? Pensei.
Não era o tempo de ficar em primeiro lugar, mas naquele ano eu abri os olhos para a vida literária ao conquistar o terceiro lugar do concurso que teve várias seletivas como etapas eliminatórias. Eu que até então não tinha críticos a não ser a jovem que me incentivou a estar ali, recebia naquele momento menções honrosas e elogios de professores de literatura de vários Estados brasileiros que fizeram parte do corpo de jurados. Nem preciso dizer que desabei a chorar e precisei ser confortado diante dos aplausos de um enorme auditório cheio de pessoas voltadas para mim. Não tive contato com a fama, mas bebi naqueles instantes o néctar do reconhecimento, isto é tudo para um artista. Acredite, demorou muito tempo para a ficha cair.
Depois de ter meu nome artístico da época estampado em alguns jornais, vieram os convites de algumas prefeituras para participar de outros concursos. Ali eu já sabia que o caminho era sem volta. Minha paixão pela literatura era tanta que nunca sonhei em parar de escrever. Hoje, mais sóbrio, deixei de um pouco de lado as poesias de adolescente e passei a me imbuir em texto mais sólidos, graças a Deus com enorme aceitação daqueles que me leem. A Literatura veio, mas não apagou o que sinto pelas Artes. Amo Tradições Culturais, Expressões Artísticas diversas, enfim toda forma de Cultura, Arte ou referência à memória de um povo me atraem. Sou eu meio carne, meio sangue e meio arte, ela está em mim e eu nela, até a morte.

Texto do escritor Tony Casanova . Direitos Autorais Reservados ao autor. Estão proibidas as cópias, colagens, divulgação em qualquer meio ou reprodução de qualquer natureza, do todo ou parte desta obra , sem a autorização expressa do autor sob pena de transgressão ás Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos Intelectuais. O desrespeito implicará na aplicação das Sanções Penais cabíveis de acordo com a Legislação em vigor.

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Literature | Half flesh, half blood, half art. [Tony Casanova]

I have wondered many times where this started my passion for the Arts, Cultures and Traditions. I believe it was even during my childhood, perhaps due to the influence of my grandfather, who was a guitarist and sang in the evenings and also my aunt Nair Porto, excellent musician of Aracaju, whose fondness between the instruments hung on keyboards, what He had the ability to gain notoriety Piano, Organ and the like. Despite the instruments linked to the family, it was the corner that attracted me and gave me some good moments in life. I got to sing in bars, but it was only fleeting, found that mine was Literature. I do not remember how many books I tasted in my life, but I know I bring each into memory in their essences. I know the early poems and poems of the great Masters of Literature. Ran ace libraries and there spent hours and hours reading greats of Brazil and Portugal. In adolescence came the novels and I assumed at the time a huge inclination towards romanticism of English writers.
Each book consumed, was ending a trip that I stubbornly repeated, but with another scenario. It was so easy to travel the world and visit foreign lands. I was a poor dreamer boy found in the books the opportunity to go beyond my own imagination. I went to China, Japan, Germany, USA, England, finally the books and their stories took me to the world. Timidly I started writing some things, but soon realized that I was ashamed of what he wrote. Tried to imitate my Masters, but attempts showed me that I had to have my style and never even tried his whole life, he could repeat the feat of another writer. At the time I was a player myself, writing, disliked, tore and threw away. I became a fierce critic of my writings.
On one of these trips to the library I found someone who was willing to readily read badly drawn my lines as soon as he learned that I had never received a criticism that I myself had not given. That person read and concluded that I had "vein" poetic. Word that was so repeated throughout my writing life that will never forget. That was my first compliment incentive, but the best would come later. I was invited to attend a Literary Contest and was reluctant principle. I thought it would claim too sign up, but this girl pushed me to signup with their praise. She made me believe in my ability, so I decided to sign up. Almost had a stretch when he learned that had enrolled 2,500 pages. My God! What chance would I have in front of so many people who write more and better? I thought.
It was not the time to be first, but that year I opened my eyes to the literary life by winning the third place in the contest that had several selective as qualifying stages. I who had hitherto not critical unless the young man who encouraged me to be there, at that time received accolades and praise from several Brazilian states literature professors who were part of the jury. Needless to say, I collapsed into tears and had to be comforted before the applause of a huge auditorium full of people facing me. I had no contact with fame, but in those moments I drank the nectar of recognition, that's all for an artist. Believe me, it took a long time to fall plug.
After my stage name of stamped time in some newspapers came the invitations from some municipalities to participate in other contests. There I already knew that the road was no return. My passion for literature was such that I never dreamed of for writing. Today, more sober, I left a little aside the adolescent poetry and began to imbue me stronger text, thank God with great acceptance of those who read me. Literature came, but did not erase what I feel for the Arts. Love Cultural Traditions, Artistic Expressions various finally all forms of culture, art or reference to the memory of a people attract me. I'm half meat, half blood and half art, it is in me and I in it, to death.

Text writer Tony Casanova. Copyright reserved to the author. Prints, collages, disclosure or reproduction in any medium whatsoever, of all or part of this work without the express permission of the author under penalty of trespass ace Brazilian law and International Protection to Intellectual Rights are prohibited. Failure to comply will result in the application of appropriate criminal penalties in accordance with the legislation in force.

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Literatura | La mitad carne, media sangre, media art. [A Tony Casanova]

Me he preguntado muchas veces en que esto comenzó mi pasión por las artes, culturas y tradiciones. Creo que fue incluso durante mi infancia, quizás debido a la influencia de mi abuelo, que era un guitarrista y cantaba por las noches y también mi tía Nair Porto, excelente músico de Aracaju, cuya afición entre los instrumentos colgó en los teclados, lo que Él tenía la habilidad de ganar notoriedad Piano, Órgano y similares. A pesar de los instrumentos vinculados a la familia, que era la esquina que me atrajo y me dio algunos buenos momentos en la vida. Llegué a cantar en bares, pero fue sólo pasajera, encontré que la mía era la literatura. No recuerdo cuántos libros he probado en mi vida, pero sé que traen cada uno en la memoria de sus esencias. Sé que los primeros poemas y poemas de los grandes maestros de la literatura. Ran bibliotecas as y no gastado horas y horas de lectura grandes de Brasil y Portugal. En la adolescencia llegaron las novelas y yo asumí en su momento una gran inclinación hacia el romanticismo de los escritores ingleses.
Cada libro se consume, estaba terminando un viaje que obstinadamente repetí, pero con otro escenario. Era tan fácil de viajar por el mundo y visitar países extranjeros. Yo era un pobre niño soñador que se encuentra en los libros de la oportunidad de ir más allá de mi propia imaginación. Fui a China, Japón, Alemania, EE.UU., Inglaterra, finalmente, los libros y sus historias me llevaron al mundo. Tímidamente empecé a escribir algunas cosas, pero pronto me di cuenta de que estaba avergonzado de lo que escribió. Trataron de imitar a mi maestría, pero los intentos me mostró que yo tenía que tener mi estilo y ni siquiera intentó toda su vida, pudo repetir la hazaña de otro escritor. En ese momento yo era un jugador de mí, la escritura, no le gustaba, arrancó y tiró lejos. Me convertí en un feroz crítico de mis escritos.
En uno de estos viajes a la biblioteca encontré a alguien que estaba dispuesto a leer fácilmente mal dibujado mis líneas, tan pronto como se enteró de que yo nunca había recibido una crítica que yo mismo no había dado. Esa persona leer y concluyó que tenía "vena" poética. Palabra que fue lo repite a lo largo de mi vida de escritor que nunca olvidará. Ese fue mi primer incentivo cumplido, pero lo mejor vendría después. Fui invitado a asistir a un concurso literario y estaba principio renuente. Pensé que iba a reclamar también inscribirse, pero esta chica me empujó registrarse con su alabanza. Ella me hizo creer en mi capacidad, por lo que decidió inscribirse. Casi tenía un tramo cuando se enteró de que se había matriculado 2.500 páginas. ¡Dios mío! ¿Qué posibilidades tendría yo delante de tantas personas que escriben más y mejor? Pensé.
No era el momento de ser primero, pero ese año me abrió los ojos a la vida literaria al ganar el tercer lugar en el concurso que tenía varios selectiva como fase de clasificación. Yo, que tenía hasta el momento no es crítica a menos que el joven que me animó a estar ahí, en ese momento recibió elogios y elogios de varios profesores brasileños literatura estados que formaron parte del jurado. Ni que decir tiene, que se derrumbó en lágrimas y tuvo que ser consolado ante el aplauso de un enorme auditorio lleno de gente frente a mí. No tenía contacto con la fama, pero en esos momentos me bebí el néctar de reconocimiento, eso es todo para un artista. Créeme, le tomó mucho tiempo a caer enchufe.
Después de que mi nombre artístico de tiempo estampado en algunos periódicos llegaron las invitaciones de algunos municipios a participar en otros concursos. Hay que ya sabía que el camino era sin retorno. Mi pasión por la literatura era tal que nunca soñé para la escritura. Hoy en día, más sobrio, me dejó un poco de lado la poesía adolescente y empecé a mí imbuir texto más fuerte, gracias a Dios con gran aceptación de los que me leen. Literatura vino, pero no borrar lo que siento por las Artes. Amor Tradiciones Culturales, las expresiones artísticas diversas, finalmente, todas las formas de la cultura, el arte o la referencia a la memoria de un pueblo que me atraen. Estoy medio de la carne, la mitad de la sangre y la mitad del arte, está en mí y yo en él, a la muerte.

Escritor del texto de Tony Casanova. Derechos de autor reservados al autor. Estampas, collages, divulgación o reproducción en cualquier medio que sea, de la totalidad o parte de este trabajo sin el permiso expreso del autor, bajo pena de la ley brasileña as por la culpa y la Protección Internacional de los Derechos Intelectuales están prohibidos. El incumplimiento dará lugar a la aplicación de sanciones penales correspondientes, de conformidad con la legislación vigente.

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