A doce vida do campo.

A vida moderna é ótima, prática, com tudo sempre ali á mão. Praias, supermercados, shoppings, farmácias e hospitais. Tudo é lindo, muito colorido e barulhento. Eu todavia, como sempre digo, ando na contra-mão de direção das coisas. Tenho uma admiração, uma paixão incrível pela vida no campo. Acho tudo ótimo, a paz, a tranquilidade, o ar puro, a simplicidade das pessoas. Sabem amigos, eu se pudesse moraria naquela casinha lá no sopé do morro, onde avistaria da minha janela, a estradinha de terra batida. Acordaria com canto de pássaros e mugidos de gado. Que maravilha é o cheiro de esterco fresco, aqueles sinos ecoando dos pescoços das cabritas, o cantar do galo. Não tem preço, realmente não tem preço. Talvez voce me ache louco. Talvez digam que afundei de vez no lirismo e encarnei o poeta e a poesia de uma só vez, mas eu adoro a vida no campo. Oro a Deus que m envie para missões no interior do Estado, onde eu possa cumprimentar um povo alegre, sofrido, guerreiro e muito trabalhador. Povo que muitas vezes envelhece sem ver riqueza, mas são ricos de alegria, de felicidade e dignidade. Amo o povo sertanejo, o povo dos municípios, povo do campo. Os ruralistas são um exemplo de vida. Então eles não tem defeitos Tony? Tem sim, todos nós temos, não há um bom nesta terra de meu Deus que não possua qualidade e defeitos, mas o sertanejo é muito guerreiro, muito batalhador e leva sua vida na batalha mesmo!!! É na força do braço amigo leitor. Eu digo isto porque já vivi em fazendas, em chácaras e sítios com este maravilhoso povo. Tive a oportunidade de observar e analisar seu modo de vida, trabalhar com eles, comer o que comiam, fazer o que faziam e viver como viviam. Sei o que estou dizendo queridos. Nasci na Capital, a maior do nordeste, Salvador, na Bahia. Fui criado em outra capital, Aracajú, em Sergipe, mas posso lhes garantir, gostei mesmo foi do interior dos Estados. Quer abrir minha janela e coçar a cabeça de uma cabra que berra pedindo milho. Quer lançar milho ás galinhas que fazem festa no terreiro. Quero dar tapinhas nas costas do boi, aquele velho companheiro de luta diária. Quero a amizade dos cavalos, estes que transportam as caroças de modo tranquilo. Quero é viver e com qualidade de vida, onde tudo falta, mas sobra esperança, sobra alegria, sobra coragem, sobra força para vencer as batalhas do dia-a-dia. Sou apaixonado sim pela vida no campo, amo mesmo e nunca escondi e esta paixão cresceu pelo que conheci das capitais e sua pseudo-riquezas, suas falsas alegrias, sua péssima qualidade de vida. Quero a fuga do zum zum zum dos veículos, da poluição sonoro, poluição do ar, dos rios, das praias, das paredes... quero é viver e viver bem, sem a metade do que teria aqui, mas com tudo que tenho lá. Grande abraço e até a próxima. Por Tony Casanova - Direitos Autorais e Copyright Reservados ao autor.

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