Crônica - O brasileiro e sua criatividade monstro.


Quem disser que brasileiro não tem criatividade comete um pecado mortal! Não há neste mundão de meu Deus nenhum povo que tenha mais veia criativa que o povo brasileiro. Eu sou testemunha disso desde a minha infância. Lá pelos idos de 80 eu já ouvia mamãe, Dona Mira, dizer aos quatro cantos: Este povo gosta mesmo é de inventar moda! A primeira frase perolizada que ouvi e achei curiosa foi "Otário de bengala". Que diacho tem a ver a bengala com o otário? Até hoje não sei, assim como também não sei quem foi o célebre inventor da frase. Dai em diante fiquei mais atento ás chamadas frases célebres e descobri a riqueza cultural do Brasil. Imaginem um Ministro dizendo: "Cachorro também é gente!". Os famosos são verdadeiros artistas destas criações. O saudoso representante do Ceará, o comediante Chico Anísio encarnava um dos seus personagens que dizia: "Eu sou, mas quem não é?". Até hoje tento decifrar a frase. Representando a Bahia, o ator Lázaro Ramos se saiu muito bem com o famosíssimo Ó-pay-Ó. Claro que baianos são excelentes peritos nesta arte de criar moda. Sem esquecer que brasileiro inventa moda com tudo, nada escapa ás nossas invencionices. Lembram que antes um indivíduo ao desconhecer uma questão era chamado de "Burro"? Pois é, eu acho que o burro entrou com um processo de perdas e danos e logo após ganhar a causa, os mesmo indivíduos passaram a ser chamados de "Antas". Num passado não muito distante um cidadão muito letrado andou descobrindo que dar uma surra, bater em alguém era o mesmo que "dar um pau", após isso um outro cidadão ainda mais letrado que o primeiro criou uma música que diz: "Voce diz que é boxer, mas não guenta um pau na boca". Gente é muita criatividade! Um outro humorista cearense, o notável Renato Aragão e seu hilário personagem Didi Mocó Sonrisal Colesterol e Mufumbo costumava dizer: "Assim como são as pessoas são as criaturas". Diz ai, não é tudo esta frase? O saudoso personagem Mussum, do programa Os Trapalhões eternizou uma senhora cujo nome era Cacildis. Que maravilha! Agora mesmo é que duvido que alguém diga que brasileiro não é um profundo conhecedor da arte de inventar moda e para voces não dizerem que eu não avisei, que tal fechar com chave de ouro e lembrar do " Ai como eu tô bandida!", tchau, tchau, beijos na valérios, beijos em voces.

Texto de Tony Casanova - Direitos Autorais e de Copyright reservados ao autor.
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