Conto - O Forasteiro.


Conto - O Forasteiro.
Caxambú era uma linda cidade interiorana situada no Nordeste brasileiro. Região seca, mas a paisagem tinha pinceladas de verde na área periférica, a cidade por sua vez, exibia um cuidado impecável na urbanização. Belas árvores ao longo das calçadas e no canteiro central das ruas, calcamento em paralelepípedos, esgotos bem tratados e saneamento de dar inveja a qualquer cidade grande. A qualidade de vida era assegurada pela arrecadação municipal dos impostos e a principal fonte de renda era a agricultura. Pequenas propriedades que somadas, rendiam uma boa arrecadação à Prefeitura local. O portal de entrada da cidade era imponente e exibia um enorme Outdoor com as seguintes palavras:
Bem vindos a Caxambú.
Não havia quem ali morasse que não tivesse orgulho da sua cidade e também da honestidade do Prefeito Josias Malazzenho, homem letrado e falante, alegre e cumpridor das suas obrigações para com a pequena cidade. Investia cada centavo arrecadado nas prioridades locais que eram estudadas a exaustão com sua equipe e a Câmara de Vereadores de Caxambú. Todos sabiam que qualquer que fosse a decisão tomada, ela seria benéfica ao povo e a cidade, assim ficavam tranquilos com as reuniões mensais de discussão de prioridades.
Nesta cidade linda e hospitaleira vivia a menina Rosinha. Moça brejeira e tímida, dona de um sorriso bonito e um rosto de boneca. Era considerada a moça mais linda da região, cortejada por vários partidos da cidadezinha. Todos queriam enamorar-se da bela moça, gente de posses, gente humilde, jovens e idosos flertavam com a linda bonequinha.Rosinha no entanto não dava trela para ninguém. Aos dezesseis anos considerava-se jovem demais para contrair um compromisso e não achava direito ficar de namoricos e safadezas pelos cantos com um e com outro. Era moça séria, de família! Uma coisa que a intrigava era que gostava de sentir observada pelos moços, apesar das saliências de alguns mais ousados, ela sentia-se feliz por estar no centro das atenções quando passava. Saia pouco de casa, vivia sempre exercendo alguma atividade doméstica ajudando a mãe nos trabalhos de casa.
Um belo dia Rosinha deu de cara com um moço forasteiro que lhe perguntou onde ficava a prefeitura. Ela tímida, baixou a cabeça e apontou na direção em que ficava o prédio. Ainda que a cabeça estivesse baixa, deu para ver a beleza do moço. Ele era alto, esbelto e de pele clara. Tinha olhos castanhos mel e um rosto másculo. Sentiu-se incomodada com seu sorriso, mostrou seu lado brejeiro e tímido. Prosseguiu sua caminhada alegremente como sempre, procurou esquecer aquele encontro inusitado, aquele rosto marcante e o sorriso que a encantara. A noite chegara devagar, o sol deitando de mansinho, manchando as árvores de dourado. A lua veio bem linda, imponente, recebida ao som da orquestra de grilos e o flash dos vagalumes. Rosinha preparava a mesa para o jantar. O ambiente rústico exalava um cheiro suave de café e pãozinho fresco.
Estava envolta com os afazeres quando ouviu alguém bater à porta. Foi atender e surpresa viu que o visitante era o forasteiro. Ele a olhava com um sorriso aberto, o que a deixou corada. Sentiu um gelo percorrer sua espinha. Aquela presença a incomodava e ela nem sabia porque. Aquele moço não lhe fizera nada, nenhum desrespeito, apenas aquele belo sorriso que a deixava sem jeito, mas a verdade é que a vida da menina-moça começou a acender-se a partir da aparição daquele jovem.

****Continua na próxima edição*****

Esta é uma obra de ficção e qualquer semelhança com nomes ou fatos reais terá sido mera coincidência.
Texto de Tony Casanova – Direitos Autorais Reservados ao autor. Proibida a cópia, colagem, reprodução ou divulgação de qualquer natureza e em qualquer meio sem autorização prévia do autor sob pena de infração das Leis Brasileiras de Proteção aos Direitos Autorais.
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