Festas Juninas, começa a festança no Nordeste.


Festas Juninas, São João no Nordeste.
E começa o anarriê no Nordeste brasileiro. A população nordestina inicia a movimentação para as compras dos fogos, das roupas temáticas, fogueiras e ouras comidas típicas. Em geral tudo começa cedo, por volta do mês de Maio e os comerciantes locais, ambulantes, cantores e bandas, produtores, empresários e outras classes envolvidas começam a fazer todos os preparativos. São montadas barracas, palcos, imensas fogueiras, pau de sebo, arraiás. Nesta época do ano a Cultura Nordestina entra em seu maior e melhor período, o das contratações das bandas e grupos de forró.
Em minha época era comum o arraial de chão batido, candeeiros e um salão ornado com palhas de coqueiro. A composição da banda era simples; um sanfoneiro, um zabumbeiro, um tocador de fole, triângulo. As batidas eram bem diferentes, mais dançantes, as letras das músicas mais sóbrias, nada de palco, pouca iluminação. Para quem imagina que esta descrição é enfadonha demais para ter seus adeptos, saibam que estes forrós lotavam. Começava a festança logo cedo e seguia madrugada adentro. As comidas típicas não mudaram. Consumia-se também amendoim, pamonha, batata doce, milho e seus derivados como a tradicional canjica de milho verde. Não há quem diga que o quarteto das Festas Juninas são o são São João, Santo Antonio, São Pedro e o Milho verde. O milho é o alimento mais vendido e consumido nesta época do ano. Uma verdadeira tradição.
O São João sempre foi uma festa tradicional da família nordestina. Época das mulheres solteiras fazerem seus pedidos de casamentos a Santo Antonio, época de pular fogueira, comer milho assado. Não há dúvida de que o São João é uma das manifestações folclóricas populares mais importantes do Nordeste e do Brasil. Desta enorme organização sobrevive o comércio regional, as Prefeituras e os Governos dos Estados. Os investimentos são pesados para os festejos, mas os retornos garantidos. Os mais beneficiados são os pequenos comerciantes como as pequenas artesãs de roupas, comidas típicas, fogos de artifícios, chapéus, cintos e artefatos de couro, instrumentos de couros.
O turismo também é beneficiado pela organização das festas. O Nordeste recebe turistas de diversas partes do Brasil e até de fora do País. O ramo hoteleiro também fez seus investimentos no setor para receber os visitantes. Os Governos do Estado e dos Municípios montam grandes palcos e contratam várias atrações do local e de outras localidades do País. Neste Mega Palcos se apresentam os donos da festa junina, os forrozeiros e sanfoneiros, grupos e bandas de forró. Lógico que não vou deixar de citar aqui uma das mais lindas apresentações teatrais do mundo; a apresentação das quadrilhas juninas. Roupas temáticas, música típica e a alegria nordestina estão sempre presentes na alegria dos dançantes. Roda Cultural tira o chapéu e te convida para vir ao Nordeste do Brasil curtir os festejos juninos. Saia de onde você estiver, pegue seu avião e não esqueça de incluir no seu roteiro de viagem o Nordeste brasileiro. E pula fogueira iá iá, pula fogueira iô iô.

Texto de Tony Casanova - Direitos Autorais Reservados ao autor. Proibida a cópia, colagem, reprodução ou divulgação de qualquer espécie ou em qualquer meio sem autorização expressa do autor sob pena de infração das Leis Brasileiras dos Direitos Autorais.
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