Qual a idade certa para amar? [Tony Casanova]


Dentro dos assuntos que gosto muito de falar está o amor. Um assunto que não é novo, mas é sempre atual. O que vou trazer a vocês hoje é uma pergunta antiga e que se refere ao amor e o tempo: afinal, quando é tempo de amar? Há quem imagine que a idade representa um empecilho para se amar. Um engano, afinal o amor não tem idade, ele existe há séculos e nunca envelheceu, muito pelo contrário, aqueles que amam rejuvenescem diante dos efeitos quase que balsâmicos do amor. Quando amamos a nossa idade parece diminuir, nos tornamos mais alegres, felizes e de bem com a vida.
O amor nos cria expectativas, nos abre portas, gera esperanças. Ganhamos um novo alento, novo sopro de vida. Tentar dar a exclusividade de algo tão nobre apenas para jovens é extremamente injusto. O amor é para todos, inclusive idosos. Obviamente estou me referindo ao bem estar da companhia, o prazer da saudade, a generosidade da dedicação, enfim todos os maravilhosos frutos deste enorme sentimento prático. Imaginemos um casal de idosos desfrutando o prazer da companhia um do outro, passeando sorridentes de mãos dadas, cabelos alvinhos brilhando ao sol, gestos lentos, olhar calmo, mas um coração firme e dedicado. Eles se curtem, como dizem os jovens, eles vivenciam coisas inimagináveis, se permitem transportam além das fronteiras da idade e invadem os hemisférios do amor. Eles se amam.
Não podemos considerar o ato de amar como privilégio apenas dos mais viris, mais afoitos e joviais, também eles, os idosos amam. Amam e fazem isso com uma qualidade impressionante. Como sabem amar estas pessoas. Passaram a vida vivenciando momentos de paixão para enfim sentirem de perto o sabor deste que é o ato gostoso de amar. Enquanto jovens ligamos o amor ao sexo, imaginamos que um não funciona sem o outro. Fazemos do sexo um objetivo na vida, uma meta a ser perseguida e alcançada. Na maturidade descobre-se o companheirismo, a valorização da presença, a importância de estar junto ou seja, descobre o verdadeiro amor. Não se pode considerar o sexo como algo impuro, ruim, muito pelo contrário, ele deve ser aproveitado e usufruído sim, mas jamais associado ao amor de forma a imaginar-se que ambos são a mesma coisa.
Podemos amar enquanto jovens, maduros ou idosos, não importa. Enquanto estivermos vivos poderemos desfrutar da companhia de alguém que nos traga momentos agradáveis, prazerosos e felizes. É importante estarmos abertos ao amor em qualquer idade e cada um saberá respeitar seus limites e os limites do outro. Sabermos utilizar as lições aprendidas ao longo da vida oferece uma melhor qualidade aos que amam e quanto melhor souberem amar, melhor serão amados. Não há uma fórmula mágica para amar, mas o amor possui suas bases e elas precisam ser respeitadas para que haja solidez nas relações independente da idade de quem ama. Pequenos gestos, grandes atitudes, colaboração, entrega e dedicação, assim se constrói uma relação sólida e duradoura.
Vale lembrarmos que a vida é curta e sua duração com proveito depende de nós, vale a pena saber vivê-la e aproveitá-la da melhor maneira possível. Jovens ou não, quem ama sabe do que precisa e é exatamente isto que deve dar, entregando-se ao outro, não por obrigação, mas por doação generosa e agradável. A vida pode nos presentear com momentos inesquecíveis, só depende de nós. Viver bem é simples, basta aprendermos a filtrar aquilo que nos faz mal, nos magoa e conservarmos o que nos faz bem. Todos atravessamos momentos desagradáveis, ruins, difíceis de serem digeridos, mas é ai onde a vida nos oferece a oportunidades para nos superarmos, mostrarmos que somos capazes de amar mais e melhor, com mais qualidade. Se nos dedicarmos amaremos mais e sempre melhor.

Texto do Escritor brasileiro Tony Casanova – Direitos Autorais reservados ao autor. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação em qualquer meio, do todo ou parte dele, sem autorização expressa do autor sob pena de infração ás Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos de Propriedade Intelectual. O uso da presente obra sem respeito aos créditos devidos ao autor incorrem em Crime de Plágio.

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