A mão inquieta e ávida
Tocava a vulva tímida
E úmida.
A boca retorcida
Contorcia entre gemidos
Gemia
O corpo crepitava
Em chamas, queimava
Ardia
A mão inquieta e ávida
Tocava a vulva tímida
E úmida
Os dedos invadiam
Molhava-se
A pele arrepiada
Sentia a mão que lhe tocava
Os seios crispados rijos
A mão lhe traia, ousada
Gemia
O prazer lhe chegava
O medo
O gozo viera cedo
O urro já lhe escapava
A mão inquieta e ávida
Tocava a vulva tímida
E úmida
Acelerava
Quase não se continha
O corpo enfim retesava
O olhar fugaz se perdia
Os olhos já reviravam
Gozava.
Texto de Tony Casanova – Direitos Autorais Reservados ao autor – Proibida a cópia, colagem, reprodução ou divulgação de qualquer espécie e em qualquer meio sem autorização expressa do autor sob pena de infração das Leis Brasileiras de Proteção aos Direitos Autorais.
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