Aplicativos - Free, Trial ou Premium, os engôdos da Internet.


Aplicativos+Free+Trial+ou+Premium
Eles surgem de forma simpática anunciando sempre o termo “Free” antes dos nomes dos produtos. Muitos “esquecem” de avisar que a tal versão free é limitada e que na hora do “vamos ver” deixam o usuário na mão. Assim é o universo dos Apps (Aplicativos) disponíveis na Internet. Os problemas vão desde Antivírus que são na verdade Malwares, outros que dão uma dor de cabeça danada para serem desinstalados e ainda aqueles que jamais cumprem aquilo que prometem. A Web ainda é terra sem Lei onde manda mais quem pode mais e neste mundo é cada vez maior o número de Contratos Unilaterais redigidos em um País e que “fura” as Leis dos outros.
Para os leigos, aqueles que adoram instalar tudo que é aplicativo que aparece, é bom tomar um certo cuidado: Nem tudo que se diz free é grátis e nem tudo que se promete, costuma-se cumprir. Existem comumente três tipos de nomenclatura para os Apps no mercado:

Free. Os aplicativos free geralmente estão na sua versão Beta ou versão de avaliação, ou seja, nós somos as cobaias e sem garantias nenhuma se algo sair errado. Os free são aqueles que deveriam ser grátis teoricamente.
Trial. Aqueles que são versões já aprovadas e servem para que o usuário experimente-os em teste para posteriormente comprar. Em geral ficam grátis por até 60 dias, sendo o mais comum 30 dias ou mesmo 14 dias dependendo do App.
Premium. É a versão paga. Aquela que vem completa, inclusive cumprindo o que promete, quando podem, até porque prometem tanto que fica difícil cumprir.

Mas para quem não está habituado com estes termos, digo que o pior é perceber como somos facilmente “enrolados” com as estórias de Apps free. Recentemente instalei um conhecido antivírus free que tornou-se notório pelo seu astronômico número de downloads feito pelos usuários. Por ter experiência como usuário e já ter usado o aplicativo várias vezes, segui o procedimento padrão sem alterar suas configurações. Primeiro escaneamento e o bicho raspou todos os programas que estavam instalados no Notebook. Alguém tem noção da dor de cabeça que isto me gerou? Reclamar para quem? Além da versão ser free, não existe órgão algum no Brasil com competência para resolver a questão até porque não existe sede do fabricante em nosso País.
Então que tal ter instalado em seu computador um App que de tempos em tempos anuncia uma atualização e quando você atualiza ele “arrasta” suas informações pessoais na versão desinstalada? Ou quem sabe ainda os App de redes sociais que solicitam de você informações de toda sua vida e inclusive de contatos? Ora, quanto a isso penso eu: Se só é possível a alguém ter acesso aos dados e informações pessoais de outra pessoa mediante Ordem Judicial, porque as redes sociais solicitam as tais informações sem esta ordem com a promessa de que os dados estão resguardados abaixo de configurações e termos de uso? Isto não é uma forma de “induzir” o usuário a fornecer seus dados?
Em uma época em que fala-se tanto de espionagem e vazamento de informações, não estariam as redes sociais detendo informações demais dos usuários? Óbvio que as Autoridades brasileiras apenas assistem, sem grandes preocupações. Ainda não temos a consciência do real poder da informação, do mal que pode causar a informação certa nas mãos erradas. Nossos Técnicos de TI (falo dos Acadêmicos, renomados, reconhecidos por grandes companhias) estão tão eufóricos ganhando Dólares que sequer pensaram na possibilidade do que alguns aplicativos estão nos expondo. Nos brasileiros o que sobra de paixão pelo futebol, falta em Patriotismo. Abrir os olhos seria bom, afinal nós somos uma significante fatia de marcado nas redes sociais.

Texto do Escritor Brasileiro Tony Casanova – Direitos Autorais Reservados ao autor. Proibida a cópia, colagem, reprodução ou divulgação de qualquer espécie ou em qualquer meio sem autorização expressa do autor sob pena de infração ás Leis Brasileiras de Proteção aos Direitos Autorais.
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