O enterro das Artes no Brasil .


Em tempos de Alta Tecnologia, avanço da Ciência, crescimento da informática e Países em desenvolvimento, o Brasil pena com seus passos lentos na era High Tech. Enquanto no nosso vizinho, os Estados Unidos a Arte e a Cultura fazem parte da tradição, aqui tudo faz parte da memória. As grandes produções Literárias e Culturais são parte de um passado áureo quando existiam personagens de destaque que construíram a Literatura no País. Hoje, por falta de incentivo público e privado, vivemos a realidade de termos mais escritores do que livros. O Teatro resume-se ao produto das grandes Emissoras de TV que produz seus nomes e estes batalham nos seus espetáculos no parco número de bons Teatros que encontram. Quantos atores bons temos? Uma infinidade deles espalhados pelas Oficinas, Grupos Autônomos e Universidades, mas quantos tem chance de mostrarem seus trabalhos? É o chamado “freio da Arte” um mecanismo de manobra que conserva e centraliza o monopólio da Cultura em esferas seletas. O número de Teatros no Brasil é vergonhoso comparada a quantidade de artistas e espetáculos a serem exibidos. Comparado a sede necessária de Cultura que o povo tem. Teatro é Arte, é Lazer, é Informação, mas no Brasil virou artigo de luxo e felizes daqueles que podem pagar os exorbitantes preços cobrados para ter acesso a uma exibição.
O Cinema, este nem é bom falar. Estamos abaixo, muito abaixo da nossa capacidade de produzir porque não há apoio senão aos seletos Senhores da Mídia e seus escolhidos para produzirem um filme. Os atores que conseguem este glorioso feito são os mesmos que vemos diariamente fazendo novelas e minisséries na TV, ou seja, eles envelhecem fazendo Cinema, Teatro e TV enquanto os mais novos se acotovelam nas filas esperando por uma vaga. Resultado disso: Não há mais espaços na grade televisa e portanto cria-se mais e mais novelas, minisséries e blá, blá comprometendo a qualidade de tudo apenas para compensar o excesso de novos talentos nas filas de espera. Neste esforço inútil de melhorar o que se vê é uma grade sem filmes, digo bons filmes e aqueles que já existiam são reprisados em horário incompatível com as condições do telespectador. Voltando ao Cinema, se falha-se na administração dos novos talentos, falha-se mais ainda na construção de novas salas de exibição. Extinguiram o Cinema de bairro, ou seja, o povão não tem mais acesso aos filmes a menos que gaste 20% do que ganha por pessoa que leve ao Cinema luxuoso. O público cresceu e o número das salas diminuíram, isto levou todos para a Internet onde tem acesso a tudo sem pagar os olhos da cara por isso.
A Música no Brasil é um sonho que não depende de quem sonha, mas de quem rege os Grandes Grupos de Comunicação. Infelizmente o nosso País fala muito de quem faz sucesso e pouco de quem está tentando fazer. Os programas de calouros sumiram e o que se vê são enlatados no formato Americano onde tudo é lindo, pré-programado e que para o vencedor resulta em nada na maioria das vezes. Os grandes Festivais do passado, aqueles que revelaram os célebres nomes de hoje, sumiram. Caíram no vazio e vez por outra são lembrados como velhos que já deram o que tinham para dar. A ideia é Talk Show, é Stand Commedy, Reality Show. Sabe de nada inocente! Nosso País já brilhou muito na área da Música, do Cinema, do Teatro e do Humor sem precisar de nada disso! Nós temos vários artistas capazes de criar espetáculos para o mundo aplaudir, mas enquanto não admitirmos que atiramos no próprio pé com esta onda de enlatados, este descaso com a nossa Arte, nossa Cultura e nossos artistas, vamos continuar amargando esta vidinha de mandar para fora os aplausos que poderiam estar aqui.

Texto do Escritor Brasileiro Tony Casanova. Direitos Autorais Reservados ao autor. Proibida a cópia, colagem, reprodução ou divulgação de qualquer espécie ou em qualquer meio sem autorização expressa do autor sob pena de infração ás Leis Brasileiras de Proteção aos Direitos Autorais.
Copy Right 2014 By Brazilian Writer Tony Casanova – Al Rights Reserved.

Seguidores do Google