Crônica Política I O gigante que ronca.


E chega a hora de mais um segundo turno eleitoral. Candidatos a postos, equipes afiadas e o povo tão inflamado nas ruas que quase chegam ás vias de fato. O povo brasileiro tem esta propriedade; lidam com a eleição como se ela fosse corrida no Jockey Club ou mesmo partida de futebol. E todos querem saber quem está na lanterna, quem está liderando. O mais interessante são as pesquisas de intenções de votos, aquelas que ninguém que conhecemos foi entrevistado e que dizem que sabem o que mais de 120 Milhões farão apenas pelas “respostas” de dois mil. O mais impressionante é o número de indecisos, aqueles que não opinaram ou não quiseram opinar que nunca ultrapassam os 8% nestas pesquisas. E as apurações então! Fazem um segredo infeliz quanto ao número de votos em brancos ou nulos. Agora parte do Brasil culpa a outra parte pela ida de um candidato ao segundo turno. É talvez isto sirva para que alguns nordestinos repensem suas ações, já que defendem ferrenhamente um dos candidatos que mais parece dono de boutique a distribuir bolsas. Claro que nem todos os nordestinos apoiam a tal confecção de bolsas, mas muita gente chora só de pensar em perdê-las. Gente vaidosa, creio eu. Destas pessoas que gostam de andar nos trinques a qualquer preço, até mesmo a preço de voto.
Para dizer a verdade em nosso País não nos falta mais nada no Planalto. Temos o riso que nos representa. Sim o mesmo que anunciou publicamente que não mais se candidataria por falta de condições de “fazer a vontade do povo” como seu representante, mas ei-lo ai novamente. Reeleito e soltando enormes gargalhadas. Quem não riria tendo o melhor dos empregos do País? Onde tudo é harmonia e paz até que alguém pise nos calos de alguém. Nunca se soube de um lugar onde se pagasse tão bem e sem atrasos e ainda com direito a aumentos e comissões. Não há registros de ponto e se houver ninguém precisa cumprir até porque ninguém será punido, mas se for não existe demissão. No Brasil dinheiro público pertence a ninguém e quem desvia, ou seja quem mete a mão não precisa devolver, até porque não fará falta nenhuma, pois existe a confecção de bolsas que tem garantias de que jamais falha. Aquela passeata, lembram? Aliás aquelas passeatas dos cem mil em todo Brasil, aquelas que diziam que “O gigante acordou” assustaram, é verdade, mas mostraram o quanto o povo brasileiro é bom em fazer pizza. E tudo acabou em pizza porque nas ruas todo mundo é valente, mas nas urnas a covardia impera. Talvez o medo de fecharem a confecção, não sei, mas a verdade é que o gigante nunca existiu, virou anarquia. Bastava metade daquilo nas urnas e tudo estaria bem. Sem gritos, sem bagunça, sem panfletos, sem balbúrdias, apenas no voto. Na verdade eu acho que todo mundo queria mesmo era aparecer nas mídias, posar de herói, de revolucionário, fazer história, mas que história fizeram, esta que está no segundo turno onde trocaremos seis por meia-dúzia?

Texto do Escritor Brasileiro Tony Casanova . Direitos Autorais Reservados ao autor. Proibida a cópia, colagem, divulgação em qualquer ou reprodução de qualquer espécie, no todo ou parte dele, sem autorização expressa do autor sob pena de infração ás Leis Brasileiras de Proteção aos Direitos Autorais.
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