O senhor das agonias. [Tony Casanova]


Frente a frente com a dor, quis em vão, ouvir e entender meu coração. Mas como entender tudo isso? Uma dor que nem parece, dor, mas feitiço. Quem já teve o peito esmagado sabe que é difícil explicar a dor do amor, a dor de amar, a tristeza que dilacera a alma. Hoje tento entender o que sinto, a angústia que me toma os pensamentos, a ansiedade, o tormento. Oxalá tivesse eu todas as certezas e não todas as dúvidas, todas as respostas e não todas as perguntas, mas será impossível responder a tantas perguntas que estou a fazer. É como um enorme redemoinho girando incertezas de todos os tamanhos, retirando do lugar todos os postes, arrancando as árvores da minha vida. Como se o vento forte arrancasse as cores e as misturasse, transformando tudo em um mundo sem cor alguma.
Tento explicar a mim mesmo a lágrima que rola, todas elas, quentes, ligeiras e inexplicáveis. Chegam junto com pensamentos ruins, com mensagens de agonia que me inquietam o peito. Quem estando assim pode dormir? Deito de um lado e do outro, mas não tem jeito, o sono não me alcança, não me acompanha o cansaço. Se durmo, minha mente não pára, dispara sonhos infelizes, pesadelos terríveis, momentos de angústia que sinto na pele assim que acordo. Como explicar algo assim, explicar logo pra mim que estou vivendo isso? Eu tinha um sorriso que sumiu, uma realidade que agora já se foi, uma vida que perdeu o sentido e um abrigo que já não me abriga mais.
Deitam-se comigo a solidão e a incerteza, as mesmas que me fazem companhia à mesa, que me acompanham ao banho, que nunca me deixam sozinho. São elas que me fazem seus dengos, me dão a frieza do seu carinho. O peito que mais parece estar sendo espremido por um torno, explode a dor que respinga por toda casa, que antes pequenina, tornou-se enorme. A alegria nem deu adeus na partida, sequer houve uma despedida, abandonou-me sem um tchau. Sinto-me ferido como se com faca tivesse me cortado, olhando o respingar do sangue, o chão sendo manchado e a dor fininha do corte me deixando inquieto. O maior incômodo porém é que não é dor pra morte, apenas para a tristeza que irá me perseguir.
Sei que esta dor não é eterna, mas não sei quando passará, tudo que sei é que ela existe, que é forte e que resiste, teima em me acompanhar. É como quando se sonha que está caindo, o chão sumiu, a terra se abriu e vai nos engolindo, engolindo, engolindo. Uma queda que não tem fim, uma agonia prolongada porque não se sabe o que espera; se o chão duro e fatal, ou a imensidão do nada. É como cair, cair, cair sem ver a chegada do fim e quando se acorda, a primeira coisa que se procura é o chão para ver se está ali. Estou tentando me explicar o que acontece, por enquanto muitas perguntas, nenhuma resposta. Só a dor é certa, aquela que nunca me abandona, o peito que aperta, a lágrima que rola na cama. O senhor das agonias, este sou eu. Nascido para sorrir e que hoje chora, mas sem sequer saber que causa lhe causa a dor.
Dormir ou pelo menos tentar fazê-lo é marcar um encontro com o pesadelo, retornar à queda sem fim, algo que de tão frequente que se tornou, deixou até de ser ruim, passou a ser um conforto, esperança de que a queda seja real e o nada se torne o chão, o tão esperado chão duro e enfim, fatal.

Texto do escritor brasileiro Tony Casanova. Direitos Autorais Reservados ao autor. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer natureza ou divulgação em qualquer meio, do todo ou parte dele, sem autorização prévia e expressa do autor sob pena de infração ás Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos Autorais.

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You agonies. [Tony Casanova]

Face to face with pain, wanted for nothing, hear and understand my heart. But how to understand all this? A pain that does not seem, pain, but spell. Anyone who has had crushed chest know it's hard to explain the pain of love, the pain of love, sadness that tears the soul. Today I try to understand what I feel, our anguish my thoughts, anxiety, torment. I would there were all the certainties and not all the doubts, all the answers and not all the questions, but it will be impossible to answer as many questions as I'm doing. It's like a huge swirl spinning uncertainties of all sizes, taking the place all posts, tearing the trees of my life. As the wind yanked the colors and blends, turning everything in a colorless world has.
     I try to explain myself to tear rolling, all of them, warm, light and inexplicable. Come along with bad thoughts, with agony messages that disturb my chest. Who are thus can sleep? I lie on one side and the other, but no way, sleep does not reach me, not with me fatigue. If I sleep, my mind does not stop, shoot unhappy dreams, nightmares, moments of anguish I feel on the skin so that agreement. How to explain something, just explain to me that I am living it? I had a smile that faded, a reality that now is gone, a life that has lost the meaning and under which no longer houses anymore.
     You throw me the loneliness and uncertainty, the same that make me company at the table, accompanying me to the bath, which never leave me alone. They are making me your dengos, give me the coldness of his affection. The chest that looks like being squeezed by a vise, explodes the pain that splatters all over the house, that little before it became huge. The joy or said goodbye on departure, there was even a goodbye, left me without a goodbye. I feel as if wounded with knife had cut me, looking at the splashing of blood, the floor is stained and the thin cutting pain making me uneasy. The biggest annoyance however is that it's pain to death, just for the sadness that will haunt me.
     I know that this pain is not eternal, but do not know when it will, all I know is that it exists, that is strong and enduring, insists on accompanying me. It's like when you dream that you are falling, the floor was gone, the earth opened and swallowed going in, swallowing, swallowing. A fall that has no end, a prolonged agony because they do not know what to expect; the hard and fatal ground, or the immensity of nowhere. It's like fall, fall, fall without seeing the arrival of the order and when you wake up, the first thing you look for is the ground to see if it is there. I'm trying to explain to me what happens, for now many questions, no answers. Only the pain is right, the one that never leaves me, chest tightening, the tear that rolls over. You agonies, this is me. Born to smile and cry today, but without even knowing what causes it causes pain.
      Sleep or at least try to do it is make an appointment with the nightmare return to fall without end, something so common that it has become, left to be bad, has become a comfort, hope that the drop is real and nothing becomes the ground, the long-awaited hard ground and ultimately fatal.

       Text Brazilian writer Tony Casanova. Copyright reserved to the author. The copying, collage, reproduction or disclosure of any kind in any medium, in whole or part without prior written consent of the author under penalty of infringement ace Brazilian law and the International Copyright Protection.

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Usted agonías. [A Tony Casanova]

Cara a cara con el dolor, la quería para nada, oír y entender mi corazón. Pero cómo entender todo esto? Un dolor que no parece, el dolor, pero hechizo. Cualquier persona que ha había aplastado el pecho sé que es difícil de explicar el dolor del amor, el dolor del amor, la tristeza que desgarra el alma. Hoy trato de entender lo que siento, nuestra angustia mi pensamientos, ansiedad, tormento. ¡Ojalá tuviera todas las certezas y no todas las dudas, todas las respuestas y no todas las preguntas, pero será imposible responder a todas las preguntas que me hago. Es como un enorme remolino incertidumbres giratorias de todos los tamaños, tomando el lugar todos los mensajes, arrancando los árboles de mi vida. Como el viento tiró los colores y mezclas, convirtiendo todo en un mundo sin color tiene.
     Trato de explicarme a lágrima rodando, todos ellos, caliente, luz e inexplicable. Ven con malos pensamientos, con mensajes agonía que perturban mi pecho. ¿Quién se lo tanto puede dormir? Me acuesto en un lado y del otro, pero no hay manera, el sueño no me alcanza, no conmigo fatiga. Si duermo, mi mente no se detiene, disparar sueños infelices, pesadillas, los momentos de angustia que se siente en la piel por lo que dicho acuerdo. ¿Cómo explicar algo, sólo explico a mí que yo lo estoy viviendo? Tenía una sonrisa que se desvaneció, una realidad que ahora se ha ido, una vida que ha perdido el sentido y en virtud del cual las casas ya no más.
     Tú me la soledad y la incertidumbre tirar, el mismo que me hace compañía en la mesa, me acompaña al baño, que nunca me deje en paz. Ellos me están haciendo sus dengos, dame la frialdad de su afecto. El pecho que parece ser exprimido por un tornillo de banco, explota el dolor que salpica toda la casa, que poco antes de que fuera enorme. La alegría o se despidió a la salida, incluso hubo un adiós, me dejó sin un adiós. Me siento como si herido con un cuchillo me había cortado, mirando a las salpicaduras de sangre, el suelo está manchada y el dolor de corte fino haciendo me inquieta. La mayor molestia sin embargo es que es el dolor de la muerte, sólo por la tristeza que me perseguirá.
     Sé que este dolor no es eterno, pero no sé cuándo lo hará, lo único que sé es que existe, que es fuerte y duradero, insiste en acompañarme. Es como cuando sueña que está cayendo, el suelo se había ido, la tierra se abrió y tragó entrar, tragar, tragar. Una caída que no tiene fin, una prolongada agonía porque no saben qué esperar; el suelo duro y fatal, o la inmensidad de la nada. Es como la caída, caída, caída sin ver la llegada de la orden y cuando se despierta, lo primero que usted busca es la tierra para ver si está allí. Estoy tratando de explicarme lo que sucede, por ahora muchas preguntas, ni respuestas. Sólo el dolor es correcto, el que nunca me deja, apriete el pecho, la lágrima que se da la vuelta. Usted agonías, este soy yo. Nacido para sonreír y llorar hoy, pero sin saber siquiera lo que causa que provoca dolor.
      Sueño o al menos tratar de hacerlo es hacer una cita con el regreso pesadilla a caer sin fin, algo tan común que se ha convertido, de izquierda a ser malo, se ha convertido en un consuelo, la esperanza de que la caída es real y nada se convierte en el suelo, la tierra dura tan esperado y finalmente fatal.

       Texto escritor brasileño, Tony Casanova. Derechos de autor reservados al autor. La copia, collage, reproducción o divulgación de cualquier tipo en cualquier medio, total o parcial sin el consentimiento previo por escrito del autor, bajo pena de la ley brasileña as infracción y la Protección Internacional de Derechos de Autor.

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