Nuances da natureza humana. [Tony Casanova]


Entre todas as espécies animais, o Homem é sem sombra de dúvidas, aquele que esconde mais mistérios e complexidades na sua natureza. Devido a sua racionalidade, o Ser Humano é provido de uma série de sentimentos que produzem a maravilhosa dinâmica da sua vida. Nesta matéria eu gostaria de analisar com você algumas destas “sensações” que experimentamos e que nos diferencia uns dos outros. Em volume de proporções, cada um sente em maior ou menor grau, mas todos sentem a presença destes “temperos” que dão um sabor todo especial ao Homo Sapiens. Vamos conhecer alguns destes sentidos;

Sensibilidade. É a capacidade especial que temos para percebermos variações de estado nas emoções, no humor ou a presença de tensão na recepção de outros ou em nós mesmos. É a ação de especial de sentir. Vamos a um exemplo muito hipotético para ilustrar a sensibilidade. Imaginemos que você ao lado de uma fogueira em uma noite fria. Estando perto dela você sentirá seu calor, ouvirá o crepitar das chamas na madeira, observará o brilho amarelado do fogo, sentirá o cheiro da fumaça, enfim ainda que fechasse os olhos você sentiria pelo calor e o estalar da madeira, que ali há fogo. Podemos demonstrar isto como sensibilidade. Se você afastar-se da fogueira passará a sentir o frio, ou seja a ausência de calor e com isto concluirá que está distante do fogo ou mesmo que ele não exista. Cada pessoa desenvolve uma maior ou menor sensibilidade de acordo com a situação e algo importante é percebermos que existe uma enorme diferença entre ser e estar sensível. Ser sensível é uma condição própria que está presente no ser humano e faz parte da sua vida. Estar sensível representa um estado momentâneo e passageiro que surgiu devido a uma determinada situação.
Maturidade. É o nível atribuído ao discernimento sobre nossas atitudes de acordo com aquilo que aprendemos com as experiências e observância da vida. É um termo que pode ser comparado a “Idade do Juízo” onde pesam as decisões sensatas e coerentes, que podem ser classificadas de “Ações Maduras”. Apesar da comparação com a idade do juízo, a maturidade nada tem a ver com o tempo vivido pelo indivíduo e sim com a sua capacidade de absorver aprendizado através de experiências e observações. Um jovem pode possuir ações mais maduras que alguém com idade superior a sua, algo que desobriga ou cria a regra de que quanto mais velho, mas maduro. São as atitudes, as escolhas e a forma de vida que determinam o grau de maturidade de alguém.
Fragilidade. Eis uma virtude que difere muito de Sensibilidade. Não é a fragilidade que nos fragiliza, pelo contrário. Fragilidade é fraqueza, algo que nos desmotiva de prosseguir nos objetivos. Em geral é comum confundirmos Sensibilidade com fragilidade, mas ser sensível não é ser fraco, apenas possuir a capacidade mais aguçada para sentir. Da mesma forma não se deve confundir humildade com fraqueza.

Providos destas virtudes, sabendo utilizá-las, o homem cria seu diferencial e obtém melhores resultados nas suas ações. Ter sensibilidade parece algo ligado ao sofrimento, mas não é. Ser sensíveis nos oferece a oportunidade de exercitarmos o altruísmo, a empatia e a valorizarmos além de nós mesmos, também aos outros. A maturidade nos serve como divisor de águas na tomada de decisões e no acerto das escolhas. Ela representa a sabedoria adquirida e quando posta em prática permite ao indivíduo discernir sobre todas as situações. De maneira errônea imaginamos que a sensibilidade nos torne chorões, frágeis, mas é ai onde nos equivocamos.

Texto do Escritor brasileiro Tony Casanova – Direitos Autorais reservados ao autor. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação em qualquer meio, do todo ou parte dele, sem autorização expressa do autor sob pena de infração ás Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos de Propriedade Intelectual. O uso da presente obra sem respeito aos créditos devidos ao autor incorrem em Crime de Plágio.

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