Cidadania - Defina-se: Útil, inútil ou nocivo. [Tony Casanova]


Em sucessivas matérias venho falando de comportamento humano, da complexidade da sua natureza e da diversidade dos seus sentimentos. Hoje eu gostaria de falar da Existência Humana e sua Utilidade. Aqui temos como Existência o período a que chamamos de Vida, compreendido desde que o indivíduo nasce até a sua morte. O que chamo de utilidade é o conjunto de ações desenvolvidas ao longo da existência humana. É óbvio que não estamos isolados no mundo e que existem opções que podem definir o que socialmente representamos nele. Nossas atitudes revelarão se somos úteis, inúteis ou socialmente nocivos. Vamos então a algumas classificações importantes da utilidade:

Utilidade Familiar. Cada indivíduo é oriundo de uma família e nela desenvolve ações que podem ou não beneficiá-la. Distinguimos família porque é o conjunto de indivíduos formados a partir da mesma genealogia, assim pertencem a um meio comum. Cada membro deve procurar desenvolver suas ações visando o benefício de todos e desta forma comprovar sua utilidade dentro do grupo.
Utilidade Cidadã. Neste caso a utilidade já não se restringe apenas ao meio familiar, mas vários grupos familiares que compõe um grupo social, ou seja, a sociedade. Esta sociedade pode vir a ser os moradores da sua rua, do seu bairro, sua cidade ou País. Enquanto cidadãos devemos ser úteis à sociedade preservando e garantindo sua manutenção sem prejuízos através de ações éticas e morais.
Utilidade Universal. Reconhecidamente todo Ser Humano já nasce na condição de Cidadão do Mundo, este planeta chamado Terra e que nos acolhe desde nosso nascimento. Independente da Nacionalidade, todos somos cidadãos de uma enorme sociedade composta por todos os indivíduos de todas as famílias existente no planeta. Cabe a cada um de nós zelarmos pela Pátria Maior e seus moradores, cumprindo nossos Deveres e Obrigações e respeitando os Direitos de cada um.

Não acredito que haja sensação pior para um ser humano que a inutilidade. Mas pior que ser um cidadão inútil é ser um cidadão nocivo. Há sempre algo que podemos fazer pela nossa família, pelos vizinhos, pelos colegas, pelo mundo. Durante o percurso da vida buscamos capacitação e muitas vezes esta capacitação visa somente o interesse da nossa própria manutenção, mas existe um mundo lá fora, além dos muros da nossa casa que precisa de pessoas úteis e capacitadas para fazer algo por ele. Há também ações práticas e cidadãs como exercitar bons hábitos a exemplo da separação e reciclagem do lixo doméstico, a economia e reaproveitamento de água, a prática de acondicionar lixo nos locais corretos sem dispensá-lo nas ruas, o uso econômico da energia elétrica, o respeito ao período de descanso evitando a utilização de equipamento sonoro em volume acima do permitido e que possa causar desconforto aos demais, enfim uma vastidão enorme de práticas que garantem a todos uma convivência pacífica e respeitosa, assegurando benefícios para todos.
Por vezes somos tomados por um egoísmo infundado e nos tornamos inúteis socialmente, mas isto não quer dizer que não possamos retomar nossas ações e nos tornarmos úteis. Tudo depende das escolhas que fizermos e das atitudes que tomarmos, assim virão os resultados das nossas práticas. Todos temos um papel social a cumprir e nos isentarmos dele além de não ajudar em nada, pode trazer sérias consequências para todos. Não nascemos apenas para usufruir, para ter e consumir, mas para zelar, manter e preservar.

Texto do Escritor brasileiro Tony Casanova – Direitos Autorais reservados ao autor. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação em qualquer meio, do todo ou parte dele, sem autorização expressa do autor sob pena de infração ás Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos de Propriedade Intelectual. O uso da presente obra sem respeito aos créditos devidos ao autor incorrem em Crime de Plágio.

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