Como é grande a minha pequena. [Tony Casanova]


Não fosse mulher, seria um anjo de tanta doçura que possui. Realmente não dá para falar dela sem exagerar nos adjetivos, mas resumo dizendo tratar-se de uma figura humana espetacular. De trejeitos tímidos, quase que uma menina travestida de mulher ou quem sabe uma mulher na forma de menina, ela consegue superar todos os dias a alegria que me proporciona, sempre acrescentando nuances novas nas maneiras de agradar-me. Extremamente carinhosa, meiga e agradável, ao mesmo tempo frágil e sensível, algo que na minha opinião, não pode faltar nos predicados de uma mulher. Suas emoções vão de zero a cem em poucos segundos, quando em um momento está plena e feliz, basta uma palavra e ela desprende um olhar de tristeza. Não fosse tão carente de afeto não seria tão especial e é justamente este fato que me proporciona exercer o meu lado super protetor sem perder a necessidade de também desejar sua proteção.
Perfeita? Não, apenas mulher e uma mulher em toda expressão da sensibilidade feminina. Resignada e capaz de ideias e atitudes firmes e decididas, ela surpreende quando encara decisões difíceis de serem tomadas. Possui uma coragem a toda prova e um coração tão quebrantado que suas lágrimas rolam nos momentos mais inesperados. Na estatura física aparenta um tamanho pequeno, mas na estatura moral demonstra uma grandeza invejável. Ética e repleta de princípios tradicionais, ela revela os traços conseguidos pela educação recebida. No semblante, ora feliz, ora pensativo, as lembranças das tantas lutas vividas ao longo da sua existência. Seu sorriso é pleno na demonstração da paz alcançada, uma paz merecida e conquistada com muita luta. Sua generosidade é admirável e sua maneira gentil e perfeita no trato lhe conferem uma simpatia encantadora.
Eu poderia não tê-la conhecido nesta época, mas sem dúvida alguma me encantaria quando a conhecesse, mais ainda, quando a tivesse do meu lado. Não é apenas ter conquistado uma simples mulher, mas uma guerreira incansável, aparentemente frágil, mas habilidosa no uso das ferramentas que dispõe. Não saberia disso se não tivesse ouvido suas história de luta, suas derrotas, suas retomadas e vitórias. Não a amaria se não a conhecesse , mas seria capaz de amá-la ainda que conhecesse um tanto do que sei. Difícil, eu diria impossível conhecê-la tão profundamente e imediatamente não amá-la. Uma vez a conheci e se tivesse conhecido outras mil vezes, por mil vezes a amaria. Não o amor dos tolos, destes que prometem aquilo que não tem para dar ou que se resumem à esfera física como se ela fosse tudo, mas um amor sóbrio, abrangente.
Eu poderia escrever por dias, meses ou mesmo todos os anos da minha vida e não conseguiria dizer tudo que há para ser dito. Em tão pouco tempo foram tantas provas de amor, carinho, dedicação e cumplicidade. Tantas ações que a dignificam como a mulher dos meus sonhos que os percalços sofridos tornaram-se amiúdes diante de um amor tão grande. Em diversas experiências vividas anteriormente, certamente conheci amores, paixões e tive vários relacionamentos, mas seguramente nenhum com este grau de envolvimento, de dependência, de desprendimento. É incontestável o alto poder que tem a renúncia de provar a dimensão do amor. Nada que se diga, que se prometa é mais poderoso e forte que a ação de renúncia. Em relação a esta maravilhosa mulher que me deu a honra de chamá-la de companheira, amiga, irmã, esposa, eu não poderia declarar diferente do que acabei de escrever. Uma cúmplice em todas as horas, um apoio nas horas difíceis e uma amiga sempre presente, por isso e por tudo que deixei de dizer por falta de espaço aqui é que digo e repetirei enquanto puder: Como é grande a minha pequena.
Parabéns Luzia Couto, minha amada, pelos seus 49 anos de muitas lutas e muitas vitórias que fizeram com que você fosse a mulher especial que hoje você é. Feliz aniversário meu amor e que Deus te abençoe e dê muitos anos mais de vida que eu pretensiosamente espero que sejam ao meu lado. Te amo meu bebê.

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