Relacionamentos - Permissão para amar. [Tony Casanova]


O tema de hoje foi desenvolvido a partir de uma frase minha que cito desde a minha adolescência. Nela está concentrada a essência deste texto e na minha opinião, o reflexo absoluto da base de toda relação.

“Ninguém entra em uma vida, senão por permissão e dela ninguém sai senão por decisão.” [Tony Casanova – 1980) .

Obviamente quando falo de permissão me refiro a concessão dada pelo outro de que podemos vivenciar seus momentos, desfrutar das suas alegrias e das tristezas, das dores e angústias, enfim todas as nuances que envolvem duas pessoas que mantém um relacionamento. Tal concessão foi dada e pode ser revogada em um instante conveniente para um dos dois. Pode parecer absurdo em se tratando de amor, mas é assim que funciona. Podemos ter certeza, quando estivermos em um relacionamento, que se fazemos parte da vida do outro é porque assim é permitido e que esta permissão pode encerrar-se tão logo se ache necessário. É difícil de aceitarmos, mas é esta a realidade. Não entramos na vida de alguém para sermos donatários e decidirmos quanto tempo durará a relação, até porque nós também somos concessionários desta permissão. Não se trata de aceitar ou não, mas de reconhecer como um Direito do outro terminar o relacionamento quando ele não lhe convir.
Não podemos conviver com a ideia de que nossa relação é infinita. Toda relação depende única e exclusivamente das vontades, da nossa e da vontade do outro. É assim com pais e filhos, irmãos, parentes, amigos, namorados, noivos e casados e até mesmo com Deus. Pasmem, até relações diabólicas dependem da nossa vontade para existir e existirão até que rompamos o compromisso. Todas as relações são assim, dependentes. Em nosso pensamento inicial imaginamos que tudo irá durar para sempre, sequer nos ocorre que nem a vida é para sempre. Logicamente é desagradável ter que encarar um rompimento, principalmente quando gostamos muito da pessoa envolvida, mas vale ressaltar que cabe a quem está conosco nos manter ou nos tirar da sua vida. A priori a sensação do descarte, do desprezo, a tristeza, a solidão e por fim a saudade. Sentimentos que povoam a mente de quem se sentiu rejeitado e abandonado.
Há quem não acredite, mas são estas situações que nos trazem amadurecimento, nos levam a refletir sobre nossas ações futuras e oferecem ferramentas para lidarmos com novas relações, contudo ninguém irá conseguir o amadurecimento se isolar-se a um canto e ficar se lamentando. Se precisa de um tempo para refletir, para assimilar, então dê-se este tempo, mas não use-o para sofrer. Nossas influências são sobre as nossas ações, mas não temos Direitos de influenciar as decisões de outros, não se não tivermos permissão para isto. Há uma frase de domínio popular que virou bordão de um personagem em uma novela da Rede Globo de Televisão e que diz: “Aceita que dói menos.” Talvez uma frase engraçada, talvez dura, mas trata-se de uma grande verdade. Aceitar é entrar em consenso, ter bom senso e mostrar-se maduro diante de uma situação desagradável. Como se costuma dizer, em ocasiões assim o ideal é bater a poeira e partir para outra ou mesmo aquietar-se e refazer a vida.
Chorar não resolve, não adianta, apenas agrava o sofrimento e a dor. É preciso crescer nas adversidades para poder superá-las. A hora exata para sermos fortes é justamente nos momentos de fraqueza. Precisamos aprender a tirar leite de pedras e evitarmos a depressão que nos arrastará para baixo. É preciso crescer e não diminuir. Derrotas são frequentes, mas o importante é que estejamos sempre prontos a encará-las e dar a volta por cima, afinal perder uma batalha não é perder uma guerra.

Texto do Escritor brasileiro Tony Casanova – Direitos Autorais reservados ao autor. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação em qualquer meio, do todo ou parte dele, sem autorização expressa do autor sob pena de infração ás Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos de Propriedade Intelectual. O uso da presente obra sem respeito aos créditos devidos ao autor incorrem em Crime de Plágio.

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