Conto | Nas malhas da paixão. [Tony Casanova]


Era um sábado de noite clara na pequena cidade de Aracaju. A temperatura era amena, por volta dos 23 graus. Postado diante da TV desde o início da tarde, olhei para o celular, conferi a hora e resolvi sair para andar um pouco, espairecer, curtir um pouco da noite. Passava das 18:30 e resolvi tomar um banho e arrumar-me para sair. Estava decidido a ir na Orla de Atalaia, um ótimo ponto para quem deseja divertir um pouco, sozinho ou acompanhado. Cheguei por volta das 19 horas. Observei o ambiente e apreciei as sombras noturna da paisagem cuja iluminação avermelhada das luzes das lâmpadas conferia um ar nostálgico. Nos bares havia a agitação costumeira, muita gente movimentando-se, música ao vivo e bebidas sendo consumidas nas mesas. Busquei o bar de minha preferência e sentei-me aguardando o garçom que prontamente aparaceu, recolheu meu pedido e trouxe-me uma cerveja geladíssima e uma porção de carne-do-sol.
Eu bebia devagar, apreciando o leve amargo da cerveja e o tempero do saboroso da carne quando ví à minha frente uma jovem sentada à mesa que ficava em frente a minha. Ela também estava sozinha e após algum tempo ela lançou-me um sorriso que logo retribui. Notei que de quando em vez ela sorria como se quisesse amenizar o tédio de esperar por alguém que não chegava. Eu brincava olhando para ela e sinalizando uma mímica labial como se dissesse: Nada!? Ela sorria e respondia “Nada” balançando a cabeça. E foi assim por muitas horas até que ela percebeu que havia sido enganada. Resolvi convidá-la à minha mesa e ela aceitou. Sentou-se e perguntei-lhe sobre o namorado que não viera. Ela respondeu-me que seria o primeiro encontro e por isso foi mais fácil “engolir” a situação. Ela perguntou-me o que eu fazia ali, se por acaso havia sido enganado também. Disse-lhe que não, estava apenas passeando. Assim iniciamos a conversa que fluiu entre sorrisos e muita alegria e como não podia deixar de ser, criamos logo afinidades.
Percebi que estávamos ficando um pouco mais íntimos porque conversávamos como se já nos conhecêssemos a anos. Eu tocava suas mãos, ela recebia o carinho e sorria, baixava a cabeça em sinal de timidez. Resolvemos levantar e caminhar um pouco. Fui até ela e puxei a cadeira e peguei na sua mão enquanto caminhávamos. Fomos até um coqueiro e eu encostei-me enquanto ela parou na minha frente. Ela falava e eu em silêncio a observava. Comecei a ver sua beleza, olhar seus olhos, seus lábios. Peguei pelas mãos e puxei para mim sem que ela resistisse. Meus lábios queimaram ao sentir o toque da sua boca macia. Meu corpo arrepiou-se ao sentir o corpo dela colado no meu. Ela estava usando uma saia de tecido leve que me proporcionava sentir suas curvas, o calor do seu corpo. Notei que ela estava ofegante e com os mamilos enrijecidos, uma visão que me enlouqueceu. Eu a abraçava e puxava forte para mim deixando-a sentir a pressão do meu membro rijo. Estávamos ardendo de tesão e enquanto trocávamos beijos molhados e demorados, nossas mãos exploravam nossos corpos.
Resolvi sair dali e ir para um ambiente oportuno. Segurei-a pela mão, dedos entrelaçados, seguimos rindo e brincando até o ponto de táxi ali próximo. Era estranho ver como nos tornamos apaixonados em tão pouco tempo e a única explicação que encontramos foi o clima, o luar, a noite fresca, o ambiente e a carência em que nos encontrávamos. Tudo foi mágico, maravilhoso. Era gostoso perceber como as situações fluíam entre nós e sem trocarmos uma palavra, já sabíamos o que estávamos desejando. Havia uma magia, uma cumplicidade que nos unia. Lembro que oito meses depois, quando ela embarcava para uma viagem de negócios que nos forçou a encerrar a relação, que eu perguntei sobre o nosso primeiro encontro, de como ela havia sido enganada por alguém que resolvera não aparecer e ela me respondeu:
Aquela foi a noite mais feliz da minha vida e por aquela pessoa não ter aparecido, eu tive a chance de conhecer você. Não foi um mal que ele me fez, mas um favor não aparecendo, assim pude ser feliz como nunca fui em uma noite que jamais esquecerei. Disse isso, beijou-me e partiu deixando-me mergulhado nas lágrimas.

Texto do escritor Tony Casanova . Direitos Autorais Reservados ao autor. Estão proibidas as cópias, colagens, divulgação em qualquer meio ou reprodução de qualquer natureza, do todo ou parte desta obra , sem a autorização expressa do autor sob pena de transgressão ás Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos Intelectuais. O desrespeito implicará na aplicação das Sanções Penais cabíveis de acordo com a Legislação em vigor.

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Tale | In the passion mesh. [Tony Casanova]

Saturday was a clear night in the small city of Aracaju. The temperature was mild, around 23 degrees. Posted on TV since the early afternoon, I looked at the phone, checked the time and decided to go out to walk a little, unwind, enjoy a bit of the night. It was after 18:30 and decided to take a shower and pack up to leave. I was determined to go in Orla de Atalaia, a great spot for those who want some fun, alone or accompanied. I arrived around 19 hours. I observed the environment and enjoyed the night shadows of the landscape whose reddish lights of the lamps gave a nostalgic air. In the bars there was the usual bustle, many people jogging, live music and drinks being consumed at the tables. I sought the bar of my liking and I sat waiting for the waiter who promptly aparaceu, picked up my order and brought me ice-cold beer and a serving of meat sunsets.
   I drank slowly, enjoying the slightly bitter beer and the meat tasty seasoning when I saw before me a young woman sitting at the table that was in front of mine. She was also alone and after some time she gave me a smile that soon returns. I noticed that from time to time she smiled as if to alleviate the boredom of waiting for someone who did not come. I played looking at her and signaling a lip mime as if to say: Nothing !? She smiled and answered "Nothing" shaking his head. And so for many hours until she realized she had been deceived. I decided to invite her to my table and she accepted. He sat down and asked him about the boyfriend who had not come. She replied that it would be the first meeting and so it was easier to "swallow" the situation. She asked me what I was doing there, if by chance had been fooled too. I told him no, I was just walking. Thus began the conversation that flowed between smiles and joy and it could not be, then we create affinities.
    I realized that we were getting a little closer because we talked as if he knew us for years. I touched her hands, she received the affection and smiled, bowed his head in sign of shyness. We decided up and walk a little. I went to her and pulled her chair and took in his hand as we walked. We went to a coconut tree and I leaned against me as she stopped in front of me. She spoke and I silently watched. I began to see its beauty, look at your eyes, your lips. I grabbed the hand and pulled her to me without her resist. My lips burned at the touch of her soft mouth. My body was shivered as she felt her body glued to mine. She was wearing a light fabric skirt that gave me feel her curves, the warmth of his body. I noticed she was breathing hard and with stiff nipples, a view that made me crazy. I hugged her and pulled strong for me letting her feel the pressure of my hard member. We were burning with lust and while changing and time-consuming wet kisses, our hands exploring our bodies.
   I decided to get out and go for an opportune environment. I held her hand, fingers intertwined, followed laughing and joking to the taxi stand there next. It was strange to see how in love we become in such a short time and the only explanation we found was the weather, the moonlight, the cool night, the environment and the lack we were in. Everything was magical, wonderful. It was nice to see how the situations flowed between us and we exchange without a word, we knew what we were wanting. There was a spell, a complicity that united us. I remember eight months later, when she embarked on a business trip that forced us to end the relationship, I asked about our first meeting, how she had been deceived by someone who decided not appear and she replied:
That was the happiest night of my life and that person did not show up, I had a chance to meet you. It was an evil that he did me, but a favor by not showing up, so I could be happy like never went on a night I will never forget. He said that, kissed me and left leaving me immersed in tears.
     
   Text writer Tony Casanova. Copyright reserved to the author. Prints, collages, disclosure or reproduction in any medium whatsoever, of all or part of this work without the express permission of the author under penalty of transgression ace Brazilian law and International Protection to Intellectual Rights are prohibited. Failure to comply will result in the application of appropriate criminal penalties in accordance with the legislation in force.

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Tale | En la malla pasión. [A Tony Casanova]

El sábado fue una noche clara en la pequeña ciudad de Aracaju. La temperatura era suave, alrededor de 23 grados. Publicado en la televisión desde el principio de la tarde, miré el teléfono, comprobé el tiempo y decidí salir a caminar un poco, descansar, disfrutar de un poco de la noche. Fue después de las 18:30 y decidió tomar una ducha y las maletas para irse. Yo estaba decidido a ir en Orla de Atalaia, un gran lugar para aquellos que quieren un poco de diversión, solo o acompañado. Llegué alrededor de 19 horas. Observé el medio ambiente y disfruté de las sombras de la noche del paisaje cuyas luces de las lámparas de color rojizo dio un aire nostálgico. En los bares había el bullicio habitual, mucha gente correr, música en vivo y bebidas que se consumen en las mesas. Busqué el bar de mi gusto y me senté esperando el camarero que aparaceu prontitud, recogí mi pedido y me trajo cerveza helada y una porción de carne puestas de sol.
   Bebí lentamente, disfrutando de la ligeramente amargo de la cerveza y la carne sabrosa sazón cuando vi ante mí una mujer joven sentada en la mesa que estaba en frente mío. Ella también estaba solo y después de algún tiempo ella me dio una sonrisa que pronto regrese. Me di cuenta de que de vez en cuando sonreía como si para aliviar el aburrimiento de la espera de alguien que no llegó. Jugué mirándola y señalización un mimo de labios como diciendo: ¡Nada!? Ella sonrió y respondió: "Nada" moviendo la cabeza. Y así durante muchas horas hasta que se dio cuenta que había sido engañado. Decidí invitarla a mi mesa y ella aceptó. Se sentó y le preguntó por el novio que no habían llegado. Ella respondió que sería la primera reunión y lo que era más fácil de "tragar" la situación. Ella me preguntó qué estaba haciendo allí, si por casualidad había sido engañado también. Le dije que no, que estaba caminando. Así comenzó la conversación que fluía entre sonrisas y la alegría y podría no ser, entonces crear afinidades.
    Me di cuenta de que nos iban a dar un poco más cerca, porque hablamos como si nos conocía desde hace años. Toqué sus manos, ella recibió el afecto y sonrió, inclinó la cabeza en señal de timidez. Hemos decidido levantarse y caminar un poco. Me acerqué a ella y tiré de su silla y tomó en su mano mientras caminábamos. Fuimos a un árbol de coco y me apoyó en mí como ella se detuvo frente a mí. Ella habló y me miró en silencio. Empecé a ver su belleza, mirar tus ojos, tus labios. Agarré la mano y la atraje hacia mí sin que ella se resistió. Mis labios se quemaron en el tacto de su suave boca. Mi cuerpo se estremeció al sentir su cuerpo pegado al mío. Llevaba una falda de tela ligera que me dio sentir sus curvas, el calor de su cuerpo. Me di cuenta de que respiraba con dificultad y con pezones rígidos, una visión que me hizo loco. La abracé y tiré fuerte por dejarme sentir la presión de mi miembro duro. Estábamos ardiendo de lujuria y mientras se cambia y besos húmedos que requieren mucho tiempo, nuestras manos explorando nuestros cuerpos.
   Decidí salir e ir a por un ambiente oportuno. Sostuve su mano, con los dedos entrelazados, seguí riendo y bromeando a la parada de taxis que hay al lado. Era extraño ver cómo en el amor nos convertimos en tan poco tiempo y la única explicación que encontramos fue el clima, la luz de la luna, la noche fría, el medio ambiente y la falta que estábamos. Todo era mágico, maravilloso. Fue agradable ver cómo las situaciones fluyeron entre nosotros y el intercambio sin decir una palabra, sabíamos lo que queríamos. Había un hechizo, una complicidad que nos unía. Recuerdo ocho meses más tarde, cuando se embarcó en un viaje de negocios que nos obligó a poner fin a la relación, le pregunté acerca de nuestro primer encuentro, cómo había sido engañado por alguien que decidió no aparece y ella respondió:
Esa fue la noche más feliz de mi vida y esa persona no se presentó, tuve la oportunidad de conocerlo. Fue un mal que él me hizo, pero un favor al no presentarse, por lo que podría ser feliz como nunca pasó una noche que nunca olvidaré. Dijo que, me dio un beso y se fue dejándome sumergido en lágrimas.
     
   Escritor del texto de Tony Casanova. Derechos de autor reservados al autor. Estampas, collages, divulgación o reproducción en cualquier medio que sea, de la totalidad o parte de este trabajo sin el permiso expreso del autor, bajo pena de la ley brasileña as transgresión y la Protección Internacional de los Derechos Intelectuales están prohibidos. El incumplimiento dará lugar a la aplicación de sanciones penales correspondientes, de conformidad con la legislación vigente.

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