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Meteoro ou Bomba Atômica, a escolha é sua.



Século XXI, este que talvez seja o século mais alegre da humanidade onde as festas aos quatro cantos do mundo fazem a alegria de milhões. Bons tempos, mas por trás de tanta alegria se escondem alguns fatos que talvez nossos olhos não queiram ver, nossos ouvidos não desejem ouvir e nossos lábios nem se atrevem a falar. Tempos atrás, no ido século XX e até no início deste século haviam comentários sobre tragédias, mortes, fenômenos naturais, acidentes aéreos, enfim estas coisas que o progresso trouxe. Falava-se, mas era com temor, como se tivéssemos medo de que as nossas palavras se tornassem fatídicas previsões e o pior, que elas viessem a tornar-se concretas. Neste século fingimos não ver o que ocorre para que não nos conformemos com o que nos espera. Lembram de quando os terremotos vieram com força e puseram abaixo construções e ceifaram milhares de vidas? E a Tsunami poderosíssima que arrastou tudo que havia em sua frente? E os ventos em velocidades cada vez maiores açoitando e devastando tudo? Vulcões que dormiam agora acordam, as aeronaves tão seguras andam caindo, países estão em guerra ameaçando explodirem bombas atômicas, as temperaturas do globo terrestre cada vez mais quentes, as enchentes inundando casas e arrastando pessoas á morte, marés invadindo ruas, deslizamentos, trombas d'água. Isto é o que há em fenômenos e ocorrências naturais, sem falar nas pragas urbanas como a impunidade, corrupção, aumento do número de chacinas, latrocínios, homicídios, acidentes de trânsito, enfim. Mas o que tudo isto tem a ver com censura e liberdade de expressão? Em primeiro lugar quero parabenizar a colega blogueira cubana Yoani Sánchez pela coragem, garra e luta por um povo livre e com liberdade de expressão, por quem torci muito e ainda torço para que alcance seus objetivos. Bem, os relatos que fiz acima são fatos, estão ocorrendo neste século e que a grande e poderosa mídia tem tratado de forma isolada, como fossem acasos e que não merecessem o devido cuidado e atenção. Enquanto blogueiro, no exercício da liberdade de expressão garantida pela Constituição Nacional, não só eu, mas muitos outros chamam a atenção para estes fatos, aliás o último aconteceu na Rússia, onde a natureza deu o ar da sua graça enviando um pedacinho de meteoro e que causou aquele dano todo. Fico imaginando como foi estranho ver de braços cruzados um arremesso sabe-se lá de quem e que poderia ter destruído metade do globo. Sim, poderia mesmo. Pense se aquela pedrinha fosse maior e ao invés de explodir no ar, ela tivesse acertado o solo terrestre? Assim como o outro meteoro com 47 Metros passou raspando a terra, se ele tivesse nos atingido? Com que força se daria o impacto e até onde iriam os prejuízos? Mas agora pense melhor: Os Mega Governos das grandes potências constroem á boca miúda suas excelentes bombas atômicas. Apetrechos enormes e potentes capazes de dizimar milhares de vidas e destruir cidades inteiras numa só explosão. Usinas são construídas a três por dois por aí afora e a imprensa fica pianinho, caladinha, mas quando a natureza resolve dizer quem manda nisto tudo e com uma simples pedrinha dá um aperitivo do que pode fazer, aí todo mundo entra em pânico. Gente, nós estamos sentados em bombas atômicas enquanto tomamos sorvete. Sem dúvida o evento na Rússia foi assustador, mas foi um evento natural, não um crime! Crime é criar para matar e matar quem te criou. Eu, honestamente, ficaria feliz em perecer pela explosão provocada por um meteoro vindo do espaço do que ter que conviver com a ideia de que outro ser humano pôs um fim a minha apertando o botão de uma bomba atômica.

Texto de Tony Casanova - Direitos Autorais e de Copyright reservados ao autor.
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21 de Dezembro de 2012 - O fim do mundo


Certamente há um pânico generalizado quando se fala em fim de mundo. Sonhar que a vida se extinguirá e que ainda há tanto para viver, para curtir, para aproveitar desta existência.Existir, sim existir é viver, mas pensar que tudo irá irá encerrar-se assim, do nada é no mínimo aterrorizador. E agora começa-se a perceber a beleza dos rios, dos cantos dos pássaros, a beleza da vida. A vida em sí ganha um valor nunca antes atribuido a ela. Em vão é comum aqueles que buscam abrigos seguros, abarrotados de alimentos, água e tudo que se deseje guardar para o tal fim do mundo. Difícil é entender que alguém possa estar protegido no mundo se é exatamente o mundo que se prega, irá acabar! Ai percebemos o quão valioso é o mundo para nós, diante da iminente ameaça de ficarmos sem ele, de não podermos aproveitá-lo, explorá-lo e destruí-lo como sempre fizemos. E só para ficar bem claro de quem é a culpa pelo fim do mundo é bom saber que a culpa é nossa! Sim, exatamente isso que voce leu. Nosso egoísmo, falta de respeito, nossos crimes ambientais. A sede humana de querer ser melhor não importa como, doa a quem doer. Se o mundo acabar no dia 21 de Dezenbro de 2012, lavará a terra da podridão acumulada da usura, do descaso, da exploração, imcompetência humana em administrar sua própria casa, seu próprio planeta. E nimguém se ache inocente diante da culpa, todos somos culpados porque semeamos mal, regamos mal e colheremos mal. O fim do mundo já vem ocorrendo a cada ano que passa, a cada espécie da fauna ou flora que extinguimos para construirmos belas edificações, quando desrespeitamos os quatro elementos vitais para a vida, quando quebramos a harmonia secular em nome da ciência tentando explicar aquilo que está ali para ser usufruido e não explicado. Não nos basta ter a ciência, temos que ter poder para criar e destruir, para ameaçar, coagir, impor e ditar nossas regras cruéis. Queremos ter e ter mais, queremos tudo ou nada. O mundo é nosso! Terra, Fogo, Água e Ar, os elementos cosntituintes da vida que juntos equilibram um sistema que nos proporciona existir. Infelizmente nós somos nossos maiores predadores e também somos nossas maiores presas. Para o criador, não importa a quem voce possa atribuir a criação do mundo, mas para ele, imagine com que satisfação estará observando sua criação sendo destruída ao longo dos anos. Seres inteligentes, sim, assim nos definimos diante de nós mesmos. Inteligentes a ponto de destruirmos a casa em que moramos, derrubando suas paredes e permanecendo embaixo para que seu teto nos despenque na cabeça. Inteligentes a ponto de termos todas as respostas para tudo, mas não sabermos e não fazermos absolutamente nada para mudarmos. Diante da iminência do fim queremos apelar para a proteção divina, para os cristais, para os astros e para seja lá quem, mas quando estávamos promovendo o fim do mundo das espécies, fomos cruéis, impiedosos, verdadeiros carrascos. Quantos fins de mundo provocamos? Sim, foram muitos fins de mundo de animais, de vegetais, fim de mundo de terras invadidas, mares, encostas, morros, fim de mundo dos céus que poluímos, das águas... quantos fins de mundo causamos? Aprendemos a roubar, matar e destruir, mas diante das autoridades nos declaramos inocentes. Não merecemos morrer! Aos poucos a humanidade descobre aterrorizada que sua batata está assando e que se o fim do nosso mundo não for em 21 de Dezembro de 2012, certamente será em outra data bem próxima.

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